sábado, 14 de maio de 2016

A violência contra a mulher

Hello!
Hoje a postagem é um pouco diferente de sempre, mas é um tema que trabalhei na faculdade e quis dividir com vocês, como combinado, que eu traria  postagens relevantes para o blog. 
As matérias ainda são muito técnicas e teóricas, mais pra frente conseguirei trazer temas mais diretos para o nosso meio esportivo e que traga benefícios para treinos, dieta e evolução. Por isso, fiquem de olho, e inscrevam-se para receber através dos e-mails as postagens, é super simples e prático. 
Eu posto e você recebe por e-mail, simples assim.
CADASTRE SEU e-mail E NÃO PERCA NENHUMA DICA!
Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

Subscribe to Wal Montani by Email

Vamos ao trabalho desenvolvido em grupo, sobre a violência contra a mulher?

O trabalho foi desenvolvido por 11 alunos, e cada um falou um pouco sobre o tema por completo, porém foi dividido tópicos, para que assim pudéssemos falar sobre este assunto polêmico, tão antigo e contemporâneo ao mesmo tempo. Vivemos num mundo extremamente machista, que não apenas aqui no Brasil, mas estende-se por diversas culturas.
Quanto a evolução, é clara que há, mas ainda é preciso desconstruir muitos paradigmas e cabe a nova geração aproveitar inúmeros mecanismos modernos e bater de frente com cada ação machista que se depara no dia a dia.

Fizemos um trabalho no >> Prezi <<
Assista, você pode se emocionar e talvez abra a sua mente e resolva pesquisar mais sobre os problemas relacionados a esse absurdo que a mulher sempre viveu.
 Este trabalho foi desenvolvido pela representante do meu grupo, e cada um pesquisou e apresentou a sua respectiva parte. Que digo de coração, este trabalhou ficou maravilhoso!
Muito bem elaborado, distribuído e muito bem apresentado. Fomos elogiados e apesar do nervosismo, tivemos tempo para se emocionar com cada parte da abordagem. Fomos vestidos de preto, de luto pelas mulheres que sofrem violência diariamente, e diga-se de passagem, este número é gritantemente alto. Apesar de muitos avanços, há muito o que mudar ainda.

A minha parte começa à partir desta faixa do vídeo
e termina até o vídeo que antecede "A violência cultural"

"- A mulher sofre muito mais pressão social do que o homem, desde sempre, seja no âmbito profissional, familiar e estético;

- Hoje temos a mídia que nos vende, por muitas vezes, imagens mentirosas, como as produzidas por photoshop, e belezas padronizadas, esculpidas de um mercado capitalista, trazendo um impacto psicológico na mulher muito grande.

- Muitas mulheres, a maioria, não vive na mesma realidade que as modelos expostas com corpos produzidos para o mundo das estrelas, mas a mídia diz que basta ter “força de vontade” e sabemos que não é bem assim.

- Estes padrões de beleza é mudado o tempo todo, para que o sistema cresça continuamente.
- A indústria da "beleza" cresce anualmente, pois este faz parte deste capitalismo que assola a humanidade a ser consumista o tempo todo, e eternamente insatisfeitos.

- As mulheres não medem esforços para conquistar estes padrões, desde cremes anti celulites até procedimentos que podem levar a deformação, (como o exemplo do vídeo)

- O IBGE fez uma pesquisa em 2011, entrevistando algumas mulheres e mostrou números altíssimos destas que se preocupam excessivamente com a estética,

-A maioria das entrevistadas dizem se preocupar em estar acima do peso e que a opinião dos outros importa muito.
Por isso, devemos nos preocupar com o que divulgamos e comparamos, ou apenas participamos, através de comentários feito com amigos e na internet.
Quando você se deparar com fotos comparativas na internet, POR FAVOR não participe disso, esse tipo de comparação feri quem lê. 
Se não quiser se envolver, apenas não faça comentários que prossigam com isso. 
(Isso é um problema social, e sim, todos nós somos responsáveis uns pelos outros.
Devido a estes padrões e cobranças sociais, que parte tanto dos homens como das próprias mulheres, vem crescendo o número de doenças relacionadas ao distúrbio alimentar).

- Temos que alertar, pois cada um vive uma realidade diferente, por questões financeiras, de tempo e por não querer mesmo. Muitas mulheres não gostam de cuidar da aparência, fazem para agradar o marido, ou porque querem ser vistas como bonitas, mas na verdade o que elas querem, é apenas se enquadrar nos padrões, para que também sejam desejadas como as outras.
Vamos dar um basta!

Com a internet isso tende a aumentar, as pessoas usam essas fotos de pessoas obesas e musculosas de forma comparativa e com intuito de diversão, e magoa as outras, fazendo um círculo vicioso de infelicidade e auto violência, buscando uma mudança externa, ao invés de aceitar que cada uma tem uma beleza própria.

Está em nossas mãos, acabar com estes padrões impostos pela indústria capitalista e estética.

Se policie, vamos todos mudar.
Toda mudança é demorada, mas para acontecer tem que começar.

Vou deixar um relato, que encontrei em meio as minhas pesquisas e o link no final.


Padrões de beleza que adoecem

"Sempre fui magra. Anos após entrar na adolescência, comecei a ganhar um pouco de corpo. Mais ou menos, até os 15 anos, me sentia bonita, não tinha maiores problemas com meu peso.
Por volta dos 16 ou 17 anos, enquanto ainda estava no ensino médio, em decorrência de algumas doenças físicas e, posteriormente, traumas emocionais, comecei a emagrecer bastante. Mas eu não percebia a diferença, me alimentava consideravelmente bem e levava uma vida normal. Foi quando os outros começaram a apontar e a criticar minha magreza.
E assim, dia após dia, eu, que mais magrinha ou mais cheinha sempre havia vivido bem dentro do meu próprio corpo, passei a ouvir calada os diversos comentários negativos dispensados ao meu corpo magro, comecei a internalizá-los e a acreditar neles. [...]
O seguinte pensamento passou a martelar 24h por dia na minha cabeça: “Para ser bonita e aceita, preciso engordar”. Assim, passei a fazer milhares de tratamentos, a comer coisas que não tinha vontade mesmo quando estava sem fome, e a frequentar academias (coisa que detesto fazer).
Cada quilo que eventualmente eu perdia, acabava comigo. A cada: “Nossa, como você tá magrinha”, lá ia eu novamente tentar descobrir como juntar os pedaços e levantar da cama no outro dia sem ter medo de colocar uma calça que, aos meus olhos, iria sobrar mais ainda na cintura.
Passei a desenvolver uma espécie de síndrome do pânico, um medo patológico de emagrecer. Medo de ficar doente e emagrecer. Medo de comer uma coisa estragada e emagrecer. Colocando assim, parece bobo, mas a preocupação com o corpo, a associação que fiz entre o corpo ideal e a felicidade, me tirou grande parte da tranquilidade de viver, da espontaneidade, da segurança; me fazendo preocupada, pessimista, detalhista, extremamente ansiosa e facilmente deprimida.
Fiz e ainda faço muita terapia para conseguir lidar com esse padrão de pensamento que..."
Continue lendo este texto emocionante de Patrícia Sebastiany Pinheiro.
Espero que tenham gostado!
Comentem!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se você pode sonhar, você pode fazer. "Walt Disney"

Voltar ao Topo da Página